quarta-feira, julho 08, 2009

Miséria d'alma


"Meu verso é sangue.Volúpia ardente...
Tristeza esparsa...remorso vão...
Dói-me nas veias...Amargo e quente,
Cai,gota a gota,do coração."
(Manuel Bandeira)
.
Somam-se o dia e a noite
Num triste olhar desesperado
de quem procura consolo,
para um coração dilacerado.
.
Entre sol e lua
Segue cega pela rua
Golpeando rostos e corpos
com sua flecha fria
.
Ao vento destila
o mel de tua tristeza,
a embriaguez de tua fraqueza
.
No escuro do quarto esconde-se
Entre parede e janela
Vislumbra sua miséria.
.
(Sel)
.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
(Manuel Bandeira)

4 comentários:

O Profeta disse...

Haverá?! Há sempre uma deusa perdida
Nos labirintos da contradição
Há sempre alguém que usa a palavra amor
Soprando doce veneno ao coração
Há sempre alguém que nos diz coisas tontas
Há sempre alguém que afugenta a Saudade
Há sempre alguém que nos marca a ferro frio
Há sempre uma alma ausente da verdade

Boa semana


Doce beijo

Asas Negras disse...

Minha mestra certa vez disse.
As pessoas que nos amam são incapazes de nos fazerem felizes... Apenas as pessoas que amamos o podem...

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Que dor na alma, Sel linda...

Mesmo triste, ficou lindo!

Beijo grande.

Rebeca

-

Porcelain Doll disse...

Somos todos tão miseráveis... somos todos tão fracos... é por isso que dó tanto... mas... temos em nós a força dos deuses... basta descobri-la e do meio da nossa miséria, poderemos, pelo menos, vislumbrar a magnificência de uma consciência superior... :)

Beijinhos!