segunda-feira, novembro 09, 2009

Nove

"Passam-se dias,horas,meses,anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos"
(Vinicius de Morais)
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Nona nota musical
Um som atravessado
na garganta.
Um desarranjo anormal
.
Nono passo dado
Saudade e medo
Um risco desenhado
Pés desordenados.
.
Nona batida no ar
Um susto!
Sonhos junto ao mar.
.
Nono dia á ecoar
Céu nublado,dez sorrisos
brilhando no luar.
(sel)

segunda-feira, novembro 02, 2009

Fome de morrer

"De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto...
O que resta?uma sombra esvaecida
Um triste que sem mãe agonizava...
Resta um poema morto!!!''
(Álvares de Azevedo)
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Um dia eu quis morrer
Como uma ancora
que afunda no mar.
Quis morrer...
Entregar-me ao vento
e esquecer.
Voar tão alto,
Atravessar galáxias
e afundar
na via láctea.
Quis esquecer...
Jogar-me em águas profundas
afogar o medo,
libertar o inchaço
da morte.
Quis morrer...
E não mais entender
dos raios
que pairam no céu.
Dos espinhos
que existem por trás
de um simples abraço.
Quis morrer...
E atravessar
o campo magnético
que o corpo vivo
não pode.
Quis morrer...
Sem dar explicação,
fechar a porta de meus olhos
Sangrar meu coração.
Um dia eu quis morrer
Sem alardes
para nascer a compreensão.
.
(sel)
.

sexta-feira, outubro 30, 2009

Traficante de almas

Com esta poesia participei e fui uma
das selecionadas do

III Concurso de Poesia da
Faculdade de Itararé(FAFIT/FACIC)
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Anjo negro de olhos sangrento
invisivel como o vento
faz morada nos pensamentos.
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Doce voz andarilha
percorre o corpo,busca o gozo.
Delírio acreditado com fé.
.
Coração mané
captor de imagens,destino inexistente
falsa corrente.
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Um sopro,suspiro
Ajudo-te meu amado filho
arrancarei-lhe os espinhos.
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Basta se jogar nos trilhos
Vai!Minta,corrompa-se
Uma voz tempestuosa,timbre carinhoso
.
Um grito ao fundo
Aleluia!
Salvador do mundo.
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Dinheiro e fé
Lágrimas e súplicas
Deboche na mesa do café.
.
Reino e céu
você sentado como réu
.
Sujeira,niguém está salvo.
Corpos queimando no limbo
Entranhas sorvendo o fogo.
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Línguas fazendo o jogo
Lambe,desliza as curvas.
Entre a fumaça no altar,ele...
.
Poderoso,com toda calma
O traficante de alma!
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(sel)

"Inquieto como as ondas do mar,
assim ando eu pelo mundo..."
(Lao Tsé)

quinta-feira, outubro 01, 2009

Tempestade

"É nessa horas em que me encolho,
sinto-me pequena por dentro..."
(sel)
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Furia.
Brilho intenso,
Cegando o olhar.
Raios.
.
Céu revoltado
Grito rouco
Exaltado.
Desabafo.
.
Nuvens choram
Lágrimas pesadas
Desmoronam.
.
Vento ligeiro
Pés fugindo
Sem rumo.
(sel)

quinta-feira, setembro 17, 2009

Assalto

"Ao assalto me lanço e agito-me na liça,
como um coro de vermes junto a carniça,
e adoro,ó fera desumana e perticaz,
até essa algibez que mais bela te faz!"
(Baudelaire)
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Doei cada centavo de meu amor
Em busca de teu louvor.
Ando pelas ruas amuado
como um tolo assaltado.
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Buscarei então,um amor escravizado
Daqueles em que deposito
Meu membro endurecido
Gozo e saio no alivio!
(Sarthur Rulima)*
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*sel usando pseudônimo masculino

quinta-feira, setembro 10, 2009

Certeza

"Na solidão,na penumbra do amanhecer
via você na noite,nas estrelas,nos planetas
nos mares,no brilho do sol e no anoitecer.
Via você no ontem,no hoje,no amanhã
Mas não via você no momento.
Que saudade...
(Mário Quintana)
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A certeza mora dentro de uma caixinha
Protegida por paredes de esperança
Só esperando que seu dono
Diga a hora em que vem a bonança.
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Vive ali acorrentada e bem guardada
Buscando a corretenza das águas
Sofrendo,mas acreditando
Que sua semente fora bem plantada.
.
Certeza é um bem precioso
Martela e tem brilho de vitória
Ela sabe os caminhos da estória.
.
Luta contra as forças da discordia
Mas no fim vence
Pois enraizasse na memória.
(sel)

sábado, agosto 29, 2009

Vazio


"Nada é mais fácil que se iludir,pois a todo momento
o homem acredita que aquilo que deseja seja também
verdadeiro."(Demóstenes)
.
Vazio...
Silencioso e triste
Vazio...
Vago triste vazio.
.
Deitado corpanzil
Solitário
Pensamento longe
Desligado.
.
Vazado
Estrada fora
Vagado.
.
Vazio...
estado triste
Encerrado.
.
(Sel)